sábado, 3 de agosto de 2013
José Guilherme da Cunha
Livro Esquina de Badu
José Guilherme da Cunha, escritor formado em Arquitetura, nasceu em Juremal distrito de Juazeiro. Tem vários livros: "Guerra de Canudos em Cordel", livro premiado, "Esquina de Badu" o mais famoso de todos, que virou peça de teatro e agora vai virar filme dirigido pelo produtor cultural Cidinho. O Teatro de Juremal tem seu nome. No livro "Esquina de Badu" José Guilherme escreve sobre o dia-a-dia da sua comunidade, sobre o que é mais precioso a memória de um povo. Viu o Capitão América derrotar os heróis da sua comunidade: Lampião
Retirado do blog do Parlim
domingo, 4 de novembro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
LIVRO DE MEMÓRIAS
O FOLCLORE DE JUAZEIRO NAS MEMÓRIAS DE UM RIBEIRINHO
Cixto
de Assis Bandeira Filho - é professor da Universidade
Federal do Vale do São Francisco – Senhor do Bonfim . Fotógrafo, Artista Plástico e
pesquisador da cultura e da arte.
Vanderléa
Andrade Pereira – é professora da Universidade Federal do Piaui – Picos. Contadora
de histórias e inventadeira de palavras
e figuras.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
História do Município de Juazeiro Bahia
(Dados colhidos pelo autor Walter de Castro Dourado e extraídos de sua obra – “Juazeiro da Bahia à luz da História.”)
Aldeia
Constituída de
índios cariris, descendentes dos Tapuias, então denominados – coroados-
formou-se nos arredores da atual cidade de Juazeiro, um núcleo habitacional
palhoças espalhadas por diversos pontos, nas proximidades do Rio São Francisco.
Era a aldeia de Juazeiro, existente nos primórdios do século XVIII.
Em 1706 a aldeia era visitada por frades procedentes de Santo Antonio do
Pambú, depois denominado Capim grosso e finalmente Curaçá. Entretanto, somente
em 1707 foi estabelecida a Missão, com o nome de Juazeiro de N. S. das Grotas.
fonte: http://www.infoescola.com
Lenda Primitiva
Os cariris perambulavam pela região, caçando, pescando e extraindo
frutos e raízes destinadas à sua subsistência.
As Grotas estão situadas nas
proximidades dos juazeiros, onde as tropas jaziam repousando a fim de atravessaram depois, da margem direita (Bahia) à esquerda
(Pernambuco), indo até o Piauí. Por isso o local situado no território baiano
ficou sendo chamado – Passagem dos Juazeiros ou simplesmente – Passagem de
Juazeiro.
Então, uma imagem foi encontrada
pelos índios cariris, os quais a levaram aos frades capuchos. Estes cuidaram
logo da edificação de uma igreja ou capela coberta de palhas de carnaubeiras, e
iniciaram a construção de um convento para abrigo dos membros da comunidade,
fundando-se assim a Missão de N. S. das Grotas de Juazeiro.
Nestes recuados tempos, dependíamos de Curaçá, antigo Pambú, donde
vieram os frades referidos. Nas
imediações não existiam povoados com sólidas bases habitacionais. Longe da margem
do Rio São Francisco, ao lado esquerdo, sucumbida no boqueirão de serras, jazia
o povoado de Cachoeira do Roberto, caminho do Piauí. Defronte de Juazeiro, na
primitiva aldeia, a ilha de N. Senhora; mais acima onde atualmente se situam as
duas cidades – Juazeiro e Petrolina – a ilha do fogo, com o seu morro
resplandecente e, em terra firme, um lajedo e nenhum sinal de presença humana.
E de um deserto onde medram apenas cactos e vegetação rasteira.
O Povoado
No ano de 1767, Quando governava a Bahia D. Antonio Rolim de Moura
Tavares, conde de Azambuja, o povoado da Missão de Juazeiro foi elevado à
categoria de julgado, sob a jurisdição de Jacobina.
A Vila
O Primeiro Magistrado
A emancipação política de uma localidade
é assinalada mediante a criação do município independente, o que foi feito
conforme a lei de 9 de março de 1833, desmembrando-se Juazeiro de Sento Sé.
A
instalação da Câmara Municipal realizou-se a 11 de junho de 1834.
O Dr. José Ferreira Souto foi o primeiro magistrado do novo município.
A Cidade
Por lei de 1814, de 15 de julho de 1878, foi a vila do Juazeiro elevada
à categoria de cidade. A instalação do município, com tal prerrogativa,
realizou-se a 8 de setembro de 1878, data consagrada à padroeira.
A MAJESTOSA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
Ao chegarem os trilhos da ferrovia de Juazeiro (1896), construiu-se uma
plataforma e dois pavimentos, ou seja, barracões destinados ao armazenamento de
mercadorias. O Dr. Argolo então arrendatário da estrada, traçou o plano e
construiu o importante edifício da estação de Juazeiro, o qual foi
impiedosamente demolido na ocasião da construção da ponte sobre o Rio S.
Francisco. Era um primor de arte constituindo-se num monumento arquitetônico de
grande valor e significação, conforme se verifica através da descrição feita
pelo jornal “Folha do Povo” transcrito no livro “Juazeiro na Estreita do
Tempo”, de autoria do Dr. Edson Ribeiro.
A referida Estação Ferroviária foi inaugurada em 1907.
fonte: http://www.ibamendes.com
MERCADO MUNICIPAL
Edificado na margem do rio, no centro comercial da cidade, foi batido a
pedra fundamental desta construção em 1912. Foi inaugurado a 2 de julho de
1916.
CAIS DO PORTO
Batida a pedra fundamental da obra, logo no inicio de sua administração,
tratou Aprígio Duarte de prosseguir nos trabalhos de construção de rampas, onde
foi modificado depois, quando se construiu novo cais.
fonte: sentoseemfoco.webnode.com.br
Retirado do livro: História do Município de Juazeiro (Resumo)
terça-feira, 10 de julho de 2012
O Rio e o Folclore
Assombrações
do Velho Chico
fonte da imagem : http://parlim.blogspot.com.br
O rio era menino, sem barcas, vapores,
remeiros e vaporzeiros. No barranco vivia o índio que, com sua canoa, se
deslocava para ilhas e vazantes, onde plantava e pescava em coroas e peraus.
Um dia chegaram novos povoadores,
brancos vindos de outras terras, outros horizontes. Era gente da Garcia D’Ávila
que trazia a missão de abrir roças, instalar currais e fazendas, que mais tarde
seriam povoados, vilas e cidades. Vindo das praias, planícies e montanhas do
Portugal. Gente brava, trabalhadeira e corajosa e que, por espírito de
aventura, uns, desejo de riqueza, outros, cumprindo castigos muitos, chegou à
beira do rio em busca de vida nova.
Dos índios ouviram as primeiras históricas
de assombrações que moravam no rio. Com o passar do tempo, os portugueses
começaram a criar novas assombrações, geradas nas longas noites de solidão,
escuridão e medo, às quais deram nomes que as almas do outro mundo dos índios
não tinham. Dessa forma surgiu o Nego d’água que morava nos peraus, e de quando
em quando, aparecia nas pedras e coroas para esquentar-se do sol, sempre com os
filhos negrinhos. A mulher Nega d’água jamais foi criada e ninguém jamais soube
explicar qual a razão. Até bem pouco tempo muita gente juntava e batia fé,
dizendo ter visto o Nego d’água. Foi também criada a história de que o Nego
d’água espantava os peixes do caminho de pescadores que não jogavam no rio
pedaços de fumo de corda, antes de sair para pescaria. Também diziam que o nego
d’água virava canoa de pescador que não colocava faca afiada no fundo de sua
embarcação. Criou o Cabeção, figura disforme com a cabeça imensa, que saía do
rio de vez em quando para assombrar pescadores. O Minhocão, outra assombração
que provinha dos peraus, onde morava para destruir barracos, roças, prejudicar
as pescarias. Até serpentes encantadas, inventaram os povoadores brancos.
Quando menino, aqui em Juazeiro, onde nasci, vezes sem conta, ouvi contar
histórias de pregação de um padre capuchinho feita no tempo em que Juazeiro
ainda era vila, quando o sacerdote disse que na Ilha do Fogo morava uma
serpente encantada que vivia presa em um fio de cabelo de Nossa Senhora das
Grotas. Essa serpente, disse o frade, se os homens não deixassem o pecado e as
mulheres continuassem tomando os maridos alheios, ela quebraria o fio de cabelo
de Nossa Senhora onde estava presa, sairia do perau onde morava e destruiria
Juazeiro e Petrolina.
Assombrações criadas pelo medo e
solidão das noites de temor, ouvindo o ronco dos animais que viviam no barranco
e bater dos peixes no rio, foram transmitidas de pai para filho, tornando-se
famosas, passaram a fazer parte da vida de todos quantos moravam ao longo do
rio.
Com o aumento do movimento de barcas,
vapores e empurradores que viajavam rio
acima, rio abaixo, as assombrações foram sendo espantadas e desapareceram. Hoje
vivem na lembrança dos mais velhos, apenas lembranças que o tempo se encarregará
de fazer com que desapareçam, ( se não houver que as preservem).
Ermi
Ferrari Magalhães
(retirado do livro Navegação no Rio São Francisco)
sábado, 7 de julho de 2012
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